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SUBMARINO

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PLANO DE AULA - INTEPRETRAÇÃO, GRAMÁTICA, ORTOGRAFIA E PRODUÇÃO DE TEXTO

O Milagre das Sementes.
Marlene B. Cerviglieri

Todos estavam felizes, pois a tradicional festa da colheita estava perto. Era muito esperada, pois encerrava um tempo de muito trabalho, que trazia também muita esperança. Cada fazendeiro apresentava uma amostra do que havia plantado.  Mandavam para os grandes centros, e até mesmo para fora do país.

Armavam as barracas com diversos pratos da culinária local. É claro que não faltavam os doces e as tortas especiais. Vendiam geléias feitas com as frutas de seus próprios pomares, queijos frescos, manteiga e mel. Alguns se arriscavam em vender melado também.

Para este dia, vinham muitos visitantes de outras cidades todos vestidos a caráter, ou seja, camisa xadrez, lenço no pescoço e botas. As mulheres usavam saias longas bem enfeitadas e lenço na cabeça. Havia a dança tradicional, que nem treinavam mais, pois sabiam muito bem dançar. A música provinha dos músicos da igreja. Era uma festa e tanto!

Neste dia, as crianças ganhavam moedas dos pais para comprarem um monte de coisinhas que havia na feira. Desde bolas de borracha, saquinhos de bolinhas de gude, caminhões feitos de madeira, trenzinhos e algumas peças de mobília, todas em miniatura. Bonecas tinham várias, todas de pano. Durante o ano, as avós e os avôs exercitavam sua habilidade para exporem na festa e naturalmente vender.
 
Beatriz queria muito uma mobília de quarto para sua casinha. Guardou as moedas que ganhara fazendo pequenos serviços em sua própria casa. Era uma recompensa que sua mãe lhe dava.  Guardou-as num saquinho de pano, amarrou bem e colocou no cantinho de sua gaveta.

Chegado o dia, vestiu-se, foi até a gaveta para pegar o saquinho e... nada!!!  Havia sumido!  Levou um susto! Tão grande era sua decepção! Quis falar com sua mãe, mas esta já havia ido para a festa. Tinha deveres lá e foi mais cedo. O pai também não estava em casa naquele momento. Sua avó estava! Correu para o quarto dela e contou o ocorrido. Estava tão aflita, que as palavras não saíam!

A avó não serviu de consolo, pois não sabia de nada. Poderia lhe dar algumas moedas, e deu, mas não seriam suficientes para comprar a mobília que esperara o ano todo. Aceitou,  agradeceu e saiu de casa para ir até a festa.
No caminho que era longo, sentou-se numa pedra grande, fitando o céu com lágrimas a escorrer dos olhinhos.

- Oh meu papai do céu, eu queria tanto a mobília! Guardei cada moedinha e agora perdi? Eu acho que não merecia ter, não é mesmo? -  Enxugou os olhos e continuou a andar.

Bem adiante estava uma senhora muito aflita.

-Que aconteceu minha senhora?

-Eu vinha pela estrada de carroça, de repente, uma cobra atravessou a estrada e assustou o cavalo. Consegui pular, mas ele levou minha bolsa, a carroça e tudo que tinha para expor na feira!

Beatriz ajudou a senhora a levantar-se e foi buscar a carroça que estava bem adiante, longe mesmo na ribanceira. Conseguiu trazê-la, tinha prática com animais e sabia manejar a carroça.

-Pronto minha senhora, aqui está sua carroça. Felizmente o eixo está inteiro e o cavalo não está machucado.

A mulher abraçou a menina e foi até a carroça. Mexeu em tudo e felizmente não havia quebrado nada e principalmente a cobra não havia picado seu animal também. Voltou-se para Beatriz com uma caixa grande nos braços e disse-lhe:

-Minha querida menina, isto é para você!

-Oh, não minha senhora, não é preciso. Ajudei e sei que a senhora faria o mesmo por mim.

-Faço questão que você guarde isto como lembrança minha. - Dizendo isto, partiu em seguida com a carroça.
 

Beatriz desanimada que estava, ficou mais um pouco sentada na pedra. Aí então, resolveu abrir o pacote, uma caixa grande. Para seu espanto lá estava a mobília que tanto queria! Chorou bastante de alegria. Olhou para o céu novamente e agradeceu muito.

Nem foi para a festa! Voltou para sua casa. Lá estava seu pai.

-Não vai para festa, filha?

-Acho que não papai, quem sabe mais tarde.

-O que trazes ai?

Beatriz contou ao pai o que havia acontecido.

Foi quando este lhe disse:

-Ah, foi para você que ela deu a mobília?

-Como você sabe papai?


-Encontrei-me com ela no caminho. Sabe minha filha ela só faz duas por ano para expor na festa! Uma deu para você e a outra vai guardar para a filhinha dela.

-Mas papai, devo ficar com este presente?

-Sim minha filha, você é uma semente boa. Ajudou e nem pensou mais em você. Quando se espalham sementes boas, se colhe frutos bons! Agora guarde a caixa, vamos para a festa, sua mãe já deve estar preocupada comigo.

E assim Beatriz teve o que mereceu de outra forma, recebeu o que merecia.

Sementes... Sementes Mágicas.



INTERPRETAÇÃO


1) Qual o título do texto e o que ele te faz lembrar?
R: O MILAGRE DAS SEMENTES.  Resposta pessoal do aluno.

2) O título é propício ao texto? Em quê? Justifique sua resposta.
R: A resposta é pessoal do aluno. Mas, ele pode chegar a uma conclusão parecida como que, a semente no caso, é a semente da solidariedade, da compaixão, da caridade ou dos valores morais. E o milagre é o motivo pelo qual Beatriz ter conversado com Deus sobre sua angústia e logo após ter realizado seu sonho de ter a mobília em miniatura após realizar um ato de caridade a uma senhora.

3) Se você pudesse dar outro título ao texto, que título daria?
Resposta pessoal.

4) Quem é a personagem principal dessa história? E qual o seu maior sonho?
R: Beatriz. Comprar uma mobília de quarto em miniatura para sua casinha.

5) Para realizar seu sonho, a personagem principal fez alguns esforços e recebeu recompensas. Como?
R: Guardou as moedas que ganhara fazendo pequenos serviços em sua própria casa. Era uma recompensa que sua mãe lhe dava. 

6) No primeiro parágrafo a autora dá um nome para a festa mais esperada da cidade. Que festa é essa?
Por que ela era tão esperada?
R: Festa da Colheita. Era muito esperada, pois encerrava um tempo de muito trabalho, que trazia também muita esperança. Cada fazendeiro apresentava uma amostra do que havia plantado.  Mandavam para os grandes centros, e até mesmo para fora do país.

7) Quem estava em casa quando a menina descobriu que o saquinho havia sumido? Em que parágrafo está sua afirmação? Transcreva o trecho que justifique sua afirmativa.
R: A avó. Encontra-se no 6º parágrafo. O trecho é: "Quis falar com sua mãe, mas esta já havia ido para a festa. Tinha deveres lá e foi mais cedo. O pai também não estava em casa naquele momento. Sua avó estava! Correu para o quarto dela e contou o ocorrido. Estava tão aflita, que as palavras não saíam!"

8) Cite o que era vendido nas barracas.
R: Pratos da culinária local,  doces,  tortas especiais, geléias feitas com as frutas de seus próprios pomares, queijos frescos, manteiga, mel e melado. Bolas de borracha, saquinhos de bolinas de gude, caminhões feitos de madeira, trenzinhos e alguma peças de mobília todas em miniatura. Bonecas tinham várias, toda de pano

9)Que tipo de roupa era considerada a caráter para essa festa?
R:  Camisa xadrez, lenço no pescoço e botas. As mulheres usavam saias longas bem enfeitadas e lenço na cabeça.


10)  O que tinha de especial para as crianças na feira que elas adoravam comprar?
R: Bolas de borracha, saquinhos de bolinas de gude, caminhões feitos de madeira, trenzinhos e alguma peças de mobília todas em miniatura. Bonecas tinham várias, toda de pano.

11) Onde a personagem principal guardou as moedas que recebia de sua mãe?
R: Guardou-as num saquinho de pano, amarrou bem e colocou no cantinho de sua gaveta.

12)  No 6º parágrafo há a seguinte frase: “Tinha deveres lá e foi mais cedo.” De quem a autora está falando nesta frase?
R: Da mãe de Beatriz.

13) Ainda no 6º parágrafo de quem a autora fala ao pronunciar: “Estava tão aflita, que as palavras não saíam!”?
R: De Beatriz.

14) No caminho para a Feira, a personagem principal conversa com alguém, como desabafo por ter perdido suas moedas. Com quem ela conversa, onde e como? Descreva a frase que justifique sua resposta.
R: Ela conversa com Deus sentada em uma pedra grande,  fitando o céu com lágrimas a escorrer dos olhinhos.
“- Oh meu papai do céu, eu queria tanto a mobília! Guardei cada moedinha e agora perdi? Eu acho que não merecia ter, não é mesmo? -  Enxugou os olhos e continuou a andar.”
15) Que boa ação a personagem principal realizou no caminho para a feira? Em que parágrafos estão explícitos esses fatos?
R: Ajudou uma senhora aflita a recuperar sua bolsa, a carroça e tudo que estava dentro para expor na feira, e seu cavalo que havia se assustado com uma cobra e saído desgovernado para uma ribanceira.  As informações estão nos parágrafos: 9, 10, 11, 12, 13.

16) Quando a personagem realizou a boa ação, a senhora lhe entregou uma caixa grande. A personagem principal pediu essa caixa como troca pelo favor? Justifique sua resposta com um trecho do texto.
R: Não.
“-Oh não minha senhora não é preciso. Ajudei e sei que a senhora faria o mesmo por mim.”
“-Faço questão que você guarde isto como lembrança minha. - Dizendo isto, partiu em seguida com a carroça.”

17) Além da senhora que lhe deu o presente, a personagem principal agradeceu a mais alguém. Quem? Por quê? Em que parágrafo se encontra essa afirmação?
R: A Deus.  Porque minutos antes ela havia conversado com ele e achado que não merecia mais o presente.
A afirmação se encontra no 18º parágrafo.

18) Assim que abriu o presente que ganhou da senhora na estrada, a personagem principal correu para a festa. A afirmativa está correta ou incorreta? Justifique sua resposta com trechos do texto.
R: Incorreta. “ Beatriz desanimada que estava, ficou mais um pouco sentada na pedra. Aí então, resolveu abrir o pacote, uma caixa grande. Para seu espanto lá estava a mobília que tanto queria! Chorou bastante de alegria. Olhou para o céu novamente e agradeceu muito.
Nem foi para a festa! Voltou para sua casa. Lá estava seu pai.”

19) O pai da personagem principal achou correto ela aceitar o presente da senhora? Em que parágrafo se encontra a justificativa de sua resposta?
R:  Sim.  No 29º parágrafo.

20) Durante o ano, as avós e os avôs exercitavam sua habilidade para exporem na festa e naturalmente vender.
Troque as palavras grifadas por sinônimos, ou seja, escreva de uma outra forma de modo que a frase tenha o mesmo sentido.
R: Durante o ano, as avós e os avôs colocavam em prática seus dons para exporem na festa e naturalmente vender.
Obs: Os alunos podem encontrar outras palavras como sinônimos.


21) A senhora que a personagem principal ajudou vendia alguma coisa na feira? Quem afirmou isso no texto?  Justifique com um trecho do texto.
R: Sim. O pai da personagem principal (ou o pai de Beatriz).  “-Encontrei-me com ela no caminho. Sabe minha filha ela só faz duas por ano para expor na festa! Uma deu para você e a outra vai guardar para a filhinha dela.”

22) No trecho: “E assim Beatriz teve o que mereceu de outra forma, recebeu o que merecia.

Sementes... Sementes... Mágicas.” O que a autora quis dizer?
R: Que Beatriz fez boas ações e recebeu como prêmio o presente que tanto queria sem nada pedir em troca.

23) O saquinho de moedas da personagem principal desapareceu. Na sua opinião, o que aconteceu com ele?
Resposta pessoal.

24) O texto pode ser dividido em 4 partes. Descreva em quais parágrafos se encontram cada parte descrita abaixo:

A) Todos os detalhes da tradicional festa da colheita: 1º ao 4º parágrafo.
B) Apresenta a personagem principal, seu sonho e seu problema: 5º ao 8º parágrafo.
C) A menina pratica a caridade e recebe uma recompensa: 9º ao 18º parágrafo.
D) A menina tem dúvidas quanto a ficar com o presente e pede opinião de seu pai. 19º ao 29º parágrafo.
E) Moral da história: 30º e 31º parágrafo.


PRODUÇÃO DE TEXTO
1) Na sua cidade existe algum tipo de festa típica? Conte uma história envolvendo essa festa, contando quando ela acontece, dura quantos dias, quem realiza a festa,  pratos típicos, trajes típicos... o que as pessoas mais gostam de fazer, de comer... tipo de música... solte sua imaginação... crie ou conte uma linda história.

GRAMÁTICA e ORTOGRAFIA CONTEXTUALIZADAS
(Vou deixar algumas questões como exemplo, mas com o texto, o professor fica livre para trabalhar a gramática e a ortografia que precisar)
 
 1) O trecho a seguir está no pretérito imperfeito. Transcreva-o para o futuro do pretérito: “Vendiam geléias feitas com as frutas de seus próprios pomares, queijos frescos, manteiga e mel. Alguns se arriscavam em vender melado também.”
R: “Venderiam geléias feitas com as frutas de seus próprios pomares, queijos frescos, manteiga e mel. Alguns se arriscariam em vender melado também.”

2) Retire do 3º parágrafo os verbos que se encontram no passado.
R:   vinham, usavam,  Havia,  treinavam,  sabiam, provinha, Era

3) Observe o parágrafo a seguir. Ele está escrito incorretamente quanto a concordância. Transcreva-o corrigindo o que for necessário.
“Neste dia, as criança  ganhava  moedas dos pais para comprar  o monte de coisinha  que havia na feira. Desde bolas de borrachas, saquinhos de bolinha de gude, caminhões feito de madeira, trenzinhos e alguma peças de mobília todas em miniatura. Bonecas tinha várias, todas de pano.”
R: “ Neste dia, as crianças ganhavam moedas dos pais para comprarem um monte de coisinhas que havia na feira. Desde bolas de borracha, saquinhos de bolinhas de gude, caminhões feitos de madeira, trenzinhos e algumas peças de mobília, todas em miniatura. Bonecas tinham várias, todas de pano.”

4) Em todo o texto, há somente quatro palavras proparoxítonas. Encontre-as e transcreva-as.
R: Música, músicos, lágrimas e mágicas.

a) Agora, escreva uma frase com todas as palavras. Use sua imaginação.
Exemplo para o professor.: Os músicos tocaram uma música com palavras mágicas que faziam as lágrimas rolarem.

b) Classifique as palavras proparoxítonas que você encontrou como substantivo, verbo, adjetivo ou pronome, de acordo com o que aparece no texto.
R: A música provinha dos músicos da igreja :    Música= substantivo, músicos= substantivo,
...fitando o céu com lágrimas a escorrer dos olhinhos :    lágrimas= substantivo
Sementes... Sementes Mágicas :   mágicas = adjetivo 


5) Transcreva do texto:
2 frases interrrogativas:  "-Não vai para festa, filha? "    "- O que trazes ai?"
2 frases afirmativas: "Beatriz queria muito uma mobília de quarto para sua casinha."  "Guardou as moedas que ganhara fazendo pequenos serviços em sua própria casa."
2 frases exclamativas: "-Oh, papai do céu, eu queria tanto a mobília!"    "- Minha querida menina, isto é para você!"


6)  De acorm o novo acordo ortográfico da língua portuguesa, acentuam-se os ditongos abertos tônicos -ei(s), -eu(s), -oi(s), desde que não ocorram em palavras paroxítonas. Sendo assim, há uma palavra com a grafia incorreta no texto, ou seja, que não está obedecendo esta nova regra. Que palavra é essa?  Transcreva a grafia correta.
R: geléias = geleia  (encontra-se no 2º parágrafo).

7) Retire do texto 4 palavras paroxítonas, terminadas em ditongo devidamente acentuadas.
R: culinária, próprios,  mobília, própria.

8) Palavras monossílabas tônicas com ditongo aberto, continuam acentuadas. Retire do texto uma palavra que exemplifique a afirmativa. 
R: Céu. 

3 comentários:

  1. Olá, ficou perfeito vc uniu respostas pessoais, informações nas entre linhas, 10!!
    Abraços, Dekalaff.

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  2. lindo seu site parabéns...quirina Andrade.

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