sexta-feira, 12 de março de 2010

Dificuldades na Produção de Textos



Tenho notado que alunos do 4º e 5º anos estão tendo dificuldades de produzir textos coerentes. Por isso, vou tentar fazer uma sequência didática com a finalidade de ajuda em organizar um texto e em seguida produzir. Portanto, é um texto simples que vale ser aplicado a qualquer ano do ciclo ou série.

Primeiro o professor deverá apresentar somente o texto "A ESCOLA DOS BICHOS"
Agora segue a atividade:

1) Leia o título com bastante atenção e descreva tudo o que você espera encontrar no texto que irá ler a seguir. (O aluno poderá criar um texto. Este tipo de atividade estimula o aluno a questionar o que está lendo e ao mesmo tempo produzir uma expectativa textual)

2) Leia o texto com bastante atenção.




A ESCOLA DOS BICHOS

Rosana Rizzuti

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas... cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.

Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
3) Você encontrou algo no texto que você estava esperando? (Ou, algo no texto acima está parecido com o que você escreveu?)

5) Vamos procurar no dicionário as palavras que não compreendemos. (Essa atividade pode também ser feita oralmente com o professor de acordo com a necessidade/dificuldade da turma)

6) O texto acima é um tipo de fábula e como toda fábula tem uma MORAL, que moral você descreveria para essa fábula? Neste ponto, caberia ao professor colocar todos os alunos em círculo e pedir para cada um ler (se a atividade for escrita ou falar se o professor optar pela oralidade - que também é bastante interessante para desenvolver a expressividade oral) sua MORAL DA HISTÓRIA. Acho que dará um EXCELENTE DEBATE. A seguir todos irão ler a MORAL da autora e também colocar em debate. Será que a turma chegará à mesma conclusão? 7) Segue o final da fábula:


SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.

8) Agora que já discutimos nosso ponto de vista com relação à moral da história e conhecemos a Moral da Autora da história, que exemplos vemos todos os dias que poderíamos aplicar essa moral ou o que vemos em que a moral não é aplicada? (aqui cabe um debate das coisas que deverão ser mudadas em nosso dia a dia, o trabalho de auto aceitação,...)

9) Que tal criarmos uma FÁBULA? Ela pode ter uma moral diferente da que acabamos de ler.

Para o professor, segue abaixo o texto completo:




A ESCOLA DOS BICHOS

Rosana Rizzuti

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas... cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.

Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.
Texto retirado do link: http://textos_legais.sites.uol.com.br/a_escola_dos_bichos.htm



domingo, 24 de janeiro de 2010

2010

Mais um ano se inicia. Com ele, novas espectativas, projetos de vida!
Visitando meu blog, percebo há quanto tempo não escrevo nada!
Na verdade, estou fora da sala de aula, porém, acompanhando tudo de bem pertinho. Tenho uma filha no 5º ano do Ciclo Complementar, e meu filho no 9º ano. Trabalho dentro da escola, porém, na secretaria.
Assim que surgirem coisas novas, com certeza irei postar.
Agradeço a todos que me enviam e-mails, comentários positivos de incentivo.
Gostaria que postassem seus pedidos de planos aula de português que gostariam de ter, pois assim fica mais fácil de me direcionar no assunto desejado, uma vez que não estou lecionando.

Um grande abraço, desejando a todos um Feliz e Próspero 2010.


Simone Malta

terça-feira, 29 de abril de 2008

Intertextualidade e Interdisciplinaridade


Quer coisa mais gostosa que trabalhar com música na sala de aula?
Além de estimular os alunos a ouvir BOAS MÚSICAS, interpretar letras, estimular a produção e auto-crítica, a aula se torna muito mais prazeirosa

Vou dar um exemplo de planejamento que SEMPRE DÁ CERTO. Espero que gostem.

Tempo estimado: 02 a 04 aulas (dependendo do envolvimento da turma)

Música: O SAL DA TERRA

1- Distribuir a folha com a letra da música para todos os alunos e pedir para que, à medida que forem escutando a música, possam também ir tentando entender o que ela quer dizer. Ouve-se a música 02 vezes antes de debater.

2- Após ouvirem a música (até mesmo cantarem) em círculo, faz-se um debate estrofe por estrofe, ou, verso por verso, consultando dicionário se necessário para melhor entendimento do texto. Ao fundo pode-se ouvir a música bem baixinho.


O Sal da Terra
Roupa Nova
Composição: Beto Guedes - Ronaldo Bastos


Anda, quero te dizer nenhum segredo/Falo nesse chão da nossa casa/Vem que tá na hora de arrumar/Tempo, quero viver mais duzentos anos/Quero não ferir meu semelhante/Nem por isso quero me ferir/Vamos precisar de todo mundo/Pra banir do mundo a opressão/Para construir a vida nova/Vamos precisar de muito amor/A felicidade mora ao lado/E quem não é tolo pode ver/A paz na Terra, amor/O pé na terra/A paz na Terra, amor/O sal da Terra/És o mais bonito dos planetas/Tão te maltratando por dinheiro/Tu que és a nave nossa irmã/Canta, leva tua vida em harmonia/E nos alimenta com teus frutos/Tu que és do homem a maçã/Vamos precisar de todo mundo/Um mais um é sempre mais que dois/Pra melhor juntar as nossas forças/É só repartir melhor o pão/Recriar o paraíso agora/Para merecer quem vem depois/Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor/Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor/(O sal da terra)





3) Agora vamos analisar o texto abaixo

(Nesta etapa, cada aluno também deverá ter seu próprio texto e fazer a leitura silenciosa, instruindo-o para que consiga interpretar com clareza cada parágrafo do texto) Em seguida, o debate será feito com toda a classe em círculo, porém, todos deverão ler o texto em voz alta e em conjunto e a professora deverá formular o debate de parágrafo por parágrafo. Logo, deverá ser feita uma análise do que diz a letra da música com o que diz o texto - o que os dois textos querem dizer? O que têm de semelhante? O que tem de diferentes? (uma diferença marcante é que a letra da música é um estímulo para que todos nós façamos alguma coisa para salvar o planeta... e o segundo, mostra mais os efeitos da devastação, informa mais ou seja o primeiro é poético e o segundo informativo). Fazer também o uso de dicionário para melhor interpretação do texto, se necessário.








Grito de Alerta

A Terra está definhando, temos que fazer alguma coisa...

Nos últimos dias, meses e também anos temos vivenciado uma autêntica montanha-russa de alterações climáticas. Invernos mais quentes do que deveriam ser, chuvas em demasia, estiagens prolongadas, verões antecipados, quedas bruscas de temperatura, furacões e tornados em grande quantidade e até mesmo maremotos tem provocado a ruína de agricultores, a destruição de cidades e a morte de milhares de pessoas.

O planeta Terra está gritando alto. Os especialistas sabem disso e acompanham com atenção as grandes e pequenas alterações que acontecem ao redor do planeta em busca de novas informações que possam ajudá-los a compreender melhor os problemas e levá-los a soluções.

A tecnologia tem sido utilizada com o intuito de detectar as dificuldades ou mesmo sanar alguns desses infortúnios. Novos equipamentos são criados nos laboratórios de todo o mundo. A coleta de dados aprofunda-se e quanto mais ficamos sabendo mais tomamos consciência de que a resposta para os problemas não depende de soluções mirabolantes ou de máquinas maravilhosas.

O melhor e mais eficaz caminho passa necessariamente pela racionalização do uso dos recursos naturais. Tudo depende basicamente da ação dos seres humanos, de sua capacidade de gerir o mundo que está ao seu redor, de evitar as perdas e desperdícios.
Árvores que demoraram anos ou mesmo décadas para crescer jazem no meio dafloresta, prestes a serem embarcadas e processadas. Quanto tempo demoraremos para ter essa riqueza novamente?

Reciclar virou palavra-chave nesse difícil quebra-cabeça da preservação ambiental. Poupar também é pedra de toque para a sobrevivência da Terra e da própria humanidade. Recuperar áreas devastadas ou impedir o avanço das queimadas e das motos-serra sobre as florestas é de vital importância. Em termos gerais isso tudo significa que temos que ir com menos sede ao pote, pois a fonte está secando e podemos todos morrer de inanição.

Quando vemos o Amazonas, o rio de maior volume de água do mundo passar por gravíssima estiagem, com os peixes morrendo na secura dos leitos dos rios que compõem a bacia hidrográfica do norte do Brasil e os pescadores pegando o seu ganha pão com as próprias mãos temos que ficar muito mais preocupados e reorientar as nossas ações.

Dizem os chineses que a morte de uma simples borboleta afeta de algum modo os rumos da vida em nosso planeta. O que dizer então da predatória forma de exploração dos recursos empreendida pelos homens ao longo dos últimos 300 anos com o advento do sistema industrial de produção e seus afins surgidos posteriormente?

Quantas árvores são necessárias para a produção de papel? O que é jogado fora nesse processo? De que modo podemos reaproveitar o papel ou a madeira proveniente de objetos e produtos que irão ser jogados no lixo? Quais são os procedimentos mais eficazes para acelerar e reiterar o plantio de árvores?

Quanto custa a recuperação de rios poluídos? Em que países esse trabalho já foi realizado com sucesso? A despoluição não acontece pelos custos ou pela falta de vontade política? O que estaremos legando as novas gerações se queimarmos nossas florestas ou continuarmos a poluir os rios?

Rios que carregam em sua superfície a espuma branca que tira todo oxigênio da água e sufoca os peixes. Até quando teremos água potável? Será que os peixes sobreviverão aos estragos cometidos pela humanidade?

Que espécies naturais já desapareceram e serão conhecidas apenas a partir de fotos e livros?


Quais são os animais ameaçados de extinção no presente momento e o que está sendo feito em favor desses bichos? O que estamos deixando de saber quando promovemos o sumiço de espécies vegetais ou animais? Os lucros imediatos obtidos através dessas ações causarão que prejuízos para o futuro da humanidade?

Perguntas, perguntas e mais perguntas se acumulam e parecem ter respostas que não satisfazem completamente por não deter a destruição. Todos os remédios tomados até o presente são suaves e doces demais para realmente significar a solução dos problemas do planeta.

O avô de minha esposa costumava dizer a ela que somente remédios amargos conseguem resolver realmente as doenças, sejam elas simples ou complexas. Reitero esse pensamento sábio e reafirmo a necessidade de políticas públicas mais severas e rigorosas no combate ao desperdício, à poluição, ao desmatamento, ao apresamento de animais silvestres, as queimadas ou a emissão de poluentes na atmosfera.

Temos que cobrar, fiscalizar e punir as pessoas, empresas e governos que estejam destruindo o meio-ambiente. Devemos ensinar as novas gerações o valor e a importância da natureza e o compromisso que temos que ter quanto a sua preservação. É fundamental que deixemos de fazer apenas discursos e aprovar leis que pouco representam na prática para a defesa da natureza.

Seria aconselhável, por exemplo, que nas escolas existisse desde as primeiras séries do Ensino Fundamental, quem sabe até mesmo antes disso, ainda na Educação Infantil, um espaço exclusivo para se ensinar respeito, dedicação, apreço e até mesmo amor pela natureza. O que é, para que serve, quais são as variedades e espécies, o que podemos fazer para preservar e tantas outras questões teriam que ser parte do currículo escolar desde a mais tenra idade.

O que fazer com o lixo? Será que poderemos aperfeiçoar as técnicas de reciclagem? Como implementar a reutilização do material orgânico? De que forma incentivar os municípios a adotar projetos de reaproveitamento de resíduos como vidros, papel ou plástico?
Somente dessa forma seríamos capazes de inculcar em nossas crianças e jovens as lições necessárias de preservação do meio ambiente. Lições que ainda não aprendemos bem e em relação às quais temos que fazer constantemente as lições de casa.

Apagar as luzes em ambientes em que não há ninguém, não deixar eletrodomésticos ligados sem necessidade, consertar os vazamentos das torneiras de nossas casas, separar o lixo reaproveitável para as usinas de reciclagem, usar com mais freqüência à luz solar ao invés da luz elétrica, jogar o lixo na lata de lixo, desligar as torneiras enquanto se ensaboa o corpo ou escova os dentes e tantas outras medidas de racionalização relativas aos hábitos do cotidiano são os deveres de todo e qualquer cidadão que tiver um mínimo de consciência.

As crianças aprendem a partir de nossos exemplos. Se quisermos que elas efetivamente participem dessa luta pela preservação do planeta temos que mostrar que estamos engajados e agindo de forma efetiva nesse sentido.

Não adianta mais pronunciar belos discursos. O tempo lá fora não para e a destruição segue seu ritmo cada vez mais voraz a consumir as entranhas da terra, a pureza dos rios, a fertilidade dos solos, a vida das espécies vegetais e a existência de inúmeros animais.

Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício que inutiliza, as ações que consomem desmesuradamente e a violência que agride o ambiente... Corremos o sério risco de sermos os próximos na lista de animais em extinção...


Texto de: João Luís Almeida Machado Doutorando pela PUC-SP no programa Educação:Currículo; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura






4) O texto acima, cita um Rio de grande importância para o Mundo. Que rio é esse e fale tudo que você sabe sobre ele. (Se não souber, pesquise.)




5) Sabendo que existe a linguagem verbal (que é a que estamos estudando) e a linguagem não verbal sugiro como deveres de casa que os alunos encontrem no mínimo 03 gravuras relacionadas com os textos estudados. E na próxima aula poderá ser feito um sorteio ou até mesmo aluno por aluno, fará uma exposição das gravuras selecionadas, explicando porque foram escolhidas e que relação têm com o texto. Poderá ainda, como sugestão, ser feito um mural "VAMOS SALVAR O PLANETA TERRA".... ou outro título com todas as gravuras expostas.





6) Assistindo TV, preste atenção em alguma notícia relacionada ao tema estudado nos textos acima e relate em uma folha separada com no mínimo 10 linhas e no máximo 20 linhas, observando parágrafos, sentido, ortografia...






7) Aproveitando os textos, vamos trabalhar a gramática?


a) Retire do texto "O Sal da Terra" todas as palavras que indicam numeral


b) Retire 10 palavras que indicam ação.


c) Retire 04 substantivos e classifique-os com o simples ou composto, concreto ou abstrato.



6) Retire do 2º texto "Grito de Alerta":


a) 04 palavras paroxítonas acentuadas pela mesma regra.


b) 04 palavras oxítonas


c) 05 palavras proparoxítonas






8) Sugestão: Existem outras músicas (inclusive as letras) relacionadas ao tema, pode-se pedir para os alunos levarem para sala de aula 01 música para cada grupo de 04 ou 05 pessoas que têm o mesmo tema.

quinta-feira, 27 de março de 2008

NOVIDADES EM BREVE

Tenho andado um pouco cansada, por isso não tenho postado coisas novas. Mas em breve estarei colocando algumas coisas legais que tenho lido e pesquisado, como roda de leitura, dinâmicas e planos de aula novos. OK? Bjs.

sábado, 1 de março de 2008

PLANO DE AULA - LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO

Meu objetivo principal neste planejamento é fazer com que o aluno tenha uma leitura crítica, comparativa. São dois textos distintos, porém com um tema igualitário que é O MEIO AMBIENTE. Podemos trabalhar a diversidade textual e ao mesmo tempo levantar a curiosidade, o conhecimento, a pesquisa, a observação... do aluno para um assunto tão atual. Nosso papel enquanto educadores é transformar o aluno em um leitor crítico. Acredito que este planejamento servirá para FASES IV, 5ª e 6ª séries, com adaptações ao tipo de turma, CLARO. Além de trabalhar também a interdisciplinaridade.














AULA I



1) Vamos ler os textos abaixo com bastante atenção?












TEXTO I








DESMATAMENTO












As florestas são o habitat mais rico e diversificado do planeta. Entretanto, são elas as maiores vítimas do "progresso" - se assim podemos chamar - do homem. As florestas tropicais do mundo estão sendo dizimadas a uma velocidade impressionante. Todo ano, 4 a 5 milhões de hectares são completamente destruídos. Isso significa que, a cada minuto, 12 a 20 hectares desaparecem do mundo diariamente. Além disso, uma espécie animal extinta a cada meia hora. Isso acontece por causa das necessidades do homem em obter matéria-prima, pensando apenas no benefício imediato que isso lhes trará. Algumas das madeiras de lei fornecidas pelas árvores das florestas têm um valor comercial alto. Com a tecnologia moderna, nunca foi tão fácil cortar as árvores das florestas. Máquinas pesadas, como tratores e guindastes, são capazes de devastar grandes porções de floresta com muito mais eficiência do que com os antigos machados. Mas há outras razões por detrás do desmatamento, além da extração de madeira. Os países em desenvolvimento precisam cada vez mais estradas, represas, diques, canais, rede elétrica, tubulações para saneamento. Hoje, em poucos meses, pode-se converter uma grande extensão de floresta em enormes plantações ou fazendas de gado. O desmatamento é também uma forma de se obter espaço, “limpar a terra”, para depois utilizar a mesma para outro fim.
















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TEXTO II








A FLORESTA ZANGADA














Todos os animais estavam muito zangados!!
Os homens não paravam de destruir a floresta: cortavam árvores, deitavam lixo no chão, provocavam incêndios, poluíam os lagos e rios... Isto tinha de acabar!!
Nessa tarde, os pássaros foram avisar todos os habitantes da floresta para comparecerem numa reunião a ter lugar nessa noite, junto ao lago.
As árvores foram as primeiras a aparecer, desajeitadas e com grandes passos ruidosos. Afinal só andavam muito de vez em quando.
Quando todos estavam já reunidos, o Lobo, que era o presidente, começou o seu discurso:
- Amigos, isto está impossível!! Eu sugeria que pedíssemos ajuda às crianças e todos juntos arranjássemos uma solução!!
- Apoiado!! – gritaram uns.
- Boa idéia!! – exclamaram outros.
Decidiu-se então que na manhã seguinte, seriam mais uma vez as aves a dar as notícias a todos os miúdos da aldeia.
Quando o Pedro acordou, viu um pássaro que lhe disse:
- Tens que nos ajudar a salvar a Floresta.
O menino não sabia porquê. A ave explicou-lhe que os homens andavam a destruir a Floresta.
O Pedro disse que tinham que avisar os outros meninos. Tinham que ir às casas deles.
À tarde, todos se reuniram junto ao lago.
O Lobo foi o primeiro a falar:
- Estamos muito tristes. A nossa casa está quase destruída!! Que havemos de fazer?
O Pedro teve uma idéia:
- Vamos destruir as casas dos homens para ver se eles gostam.
Todos os habitantes da floresta concordaram.
No dia seguinte, eles foram ao ataque. Claro que os homens não gostaram nada.
Quando viram as suas casas destruídas, perceberam que não deviam estragar a floresta. Pararam de cortar as árvores, de sujar o chão e os rios e de destruir as casas dos animais.
A partir desse dia, os homens, os animais e as árvores ficaram muito contentes.










(3º ano - Escola EB1 nº 7 de Castelo Branco)








1) Como podemos classificar o texto I? Por quê?







2) E o texto II? Por quê?






3) Na sua opinião, eles têm alguma coisa em comum? Justifique sua resposta.




4) O texto I contém quantos parágrafos? Quantos personagens?





5) No texto II temos quantos personagens e e quantos parágrafos?





6) Qual o tema principal do texto I?





7) E o do texto II?





8) Transforme o texto II (literário) em texto informativo.





9) Na região onde você mora, há problemas com o meio ambiente? Justifique.





PARA CASA



10) Procure em jornais ou revistas algum texto cujo tema seja MEIO AMBIENTE.





AULA II -



Reuna os alunos em grupos de 4 no máximo para lerem todos os textos selecionados.



11) Você acha que pode fazer alguma coisa para melhorar o meio ambiente na qual você vive? Exemplifique.





12) Individualmente, crie um texto dissertativo cujo tema é: MEIO AMBIENTE. Observando os parágrafos (mínimo 3 e máximo 5).





13) Faça a leitura dos textos na sala de aula, escolhendo os melhores (tanto na estrutura como nas idéias colocadas) para serem colocados em um mural (mas antes peçam para corrigirem erros ortográficos e gramaticais caso haja algum).



Para o professor como complemento:



O que é dissertação
Dissertar é um ato praticado pelas pessoas todos os dias. Elas procuram justificativas para a elevação dos preços, para o aumento da violência nas cidades, para a repressão dos pais. É mundial a preocupação com a bomba atômica, a AIDS, a solidão, a poluição. Muitas vezes, em casos de divergência de opiniões, cada um defende seus pontos de vista em relação ao futebol, ao cinema, à música.
A vida cotidiana traz constantemente a necessidade de exposição de idéias pessoais, opiniões e pontos de vista. Em alguns casos, é preciso persuadir os outros a adotarem ou aceitarem uma forma de pensar diferente. Em todas essas situações e em muitas outras, utiliza-se a linguagem para dissertar, ou seja, organizam-se palavras, frases, textos, a fim de, por meio da apresentação de idéias, dados e conceitos, chegar-se a conclusões.
Em suma, dissertação implica discussão de idéias, argumentação, organização do pensamento, defesa de pontos de vista, descoberta de soluções. É, entretanto, necessário conhecimento do assunto que se vai abordar, aliado a uma tomada de posição diante desse assunto.



Qualidades de uma dissertação
O texto deve ser sempre bem claro, conciso e objetivo. A coerência é um aspecto de grande importância para a eficiência de uma dissertação, pois não deve haver pormenores excessivos ou explicações desnecessárias. Todas as idéias apresentadas devem ser relevantes para o tema proposto e relacionadas diretamente a ele.
A originalidade demonstra sua segurança e faz um diferencial em meio aos demais textos. Só não se pode, em aspecto nenhum, abandonar o tema proposto.
Toda redação deve ter início, meio e fim, que são designados por introdução, desenvolvimento e conclusão, respectivamente. As idéias distribuem-se de forma lógica, sem haver fragmentação da mesma idéia em vários parágrafos.
Elementos de coesão: Algumas palavras e expressões facilitam a ligação entre as idéias, estejam elas num mesmo parágrafo ou não. Não é obrigatório, entretanto, o emprego destas expressões para que um texto tenha qualidade. Seguem algumas sugestões e suas respectivas relações:
assim, desse modo - têm valor exemplificativo e complementar. A seqüência introduzida por eles serve normalmente para explicitar, confirmar e complementar o que se disse anteriormente.
ainda - serve, entre outras coisas, para introduzir mais um argumento a favor de determinada conclusão; ou para incluir um elemento a mais dentro de um conjunto de idéias qualquer.
aliás, além do mais, além de tudo, além disso - introduzem um argumento decisivo, apresentado como acréscimo. Pode ser usado para dar um "golpe final" num argumento contrário.
mas, porém, todavia, contudo, entretanto... (conj. adversativas) - marcam oposição entre dois enunciados.
embora, ainda que, mesmo que - servem para admitir um dado contrário para depois negar seu valor de argumento, diminuir sua importância. Trata-se de um recurso dissertativo muito bom, pois sem negar as possíveis objeções, afirma-se um ponto de vista contrário.
este, esse e aquele - são chamados termos anafóricos e podem fazer referência a termos anteriormente expressos, inclusive p
ara estabelecer semelhanças e/ou diferenças entre eles.



Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/dissertação



BOM TRABALHO.