quarta-feira, 18 de agosto de 2010

MISSÃO X PROFISSÃO

SER PROFESSOR É MUITO MAIS QUE UMA PROFISSÃO,
É UMA MISSÃO.

A cada dia estou mais e mais convencida disso.
Baixos salários, insatisfações gerais, tanto por parte dos alunos e mais ainda pelos profissionais que se sentem injustiçados, desacreditados,... o que não deixa de ser uma grande verdade.
Mas, se olharmos no fundo de nós mesmos, será que estamos na profissão certa? Será que quando nos dispomos a DAR AULAS, nos dispomos a ENSINAR, a DOAR O SABER, ou a receber o pobre dinheiro no fim do mês?
Sim. Pois estamos chegando a um ponto que, quem está pisando na sala de aula somente pelo dinheiro no bolso no fim do mês, está se tornando cada vez mais um profissional fracassado. E onde estão os profissionais missionários? Eis a grande questão.
Onde está a verdadeira culpa? Somente no governo? Nos alunos? Nas famílias desestruturadas? Onde está a chave da educação? Ou, onde está a EDUCAÇÃO?
Mas ainda vejo, e como vejo, corações ardentes, flamejantes por ver seus frutos se transformarem em verdadeiros cidadãos, em verdadeiros seres cristãos.
Esses dias, assistindo a uma reportagem de Ana Maria Braga eu chorei ao ver exposto um caso de uma aluna que sentiu uma vontade imensa de se formar professora por causa de seu professor de História. Sua aula era tão diferente, tão dinâmica que ela queria ser uma professora como ele. E após anos, ela se casou, mudou de cidade, formou-se professora e tinha uma saudade imensa daquele professor que lhe inspirou a vocação. Então seu marido resolveu escrever ao programa Ana Maria Braga para que encontrassem esse professor e fizessem essa surpresa à sua esposa que havia se tornado professora de alunos especiais.
Para surpresa de todos, o tal professor, já aposentado contou que se sentiu muito emocionado pois diante de tantos alunos que passaram pelas mãos dele, uma semente germinou. E que ele estava aposentado para cuidar de seu filho que havia sofrido um acidente de automóvel e que agora precisava de seus cuidados.
Após um ano, o programa foi ver o que havia acontecido. A aluna, que se tornou professora de alunos especiais, que tinha saudades do professor que havia lhe inspirado na profissão, se transformou em professora de seu mestre e de seu filho, ajudando em seus cuidados, descobrindo suas novas habilidades.
Emocionei-me muito com esse caso. Se todos nós levantássemos todos os dias com vontade de plantar uma semente, quantas germinariam no final de nossa vida?
Se pelo menos uma, já valeria a pena com toda a certeza.
Será que olhamos para os nossos alunos com amor? Será que olhamos para o nosso aluno com vontade de dizer, venha eu quero te ajudar? Será que olhamos para o nosso aluno e dizemos, com você eu também tenho muito a aprender?
Como ainda temos muito o que aprender!!!!
E como nossos alunos não têm muito a nos ensinar também!!! São uma nova geração, ou melhor, lidamos com várias novas gerações dentro de uma só escola, quando muitas vezes dentro de uma mesma sala de aula. São conflitos sociais, conflitos de gerações, conflitos existenciais, conflitos educacionais... e nós, educadores ali no meio (pensando em ganhar o pobre dinheirinho no fim do mês) quanta ingenuidade nossa!
Mal sabemos que estamos ali para muito mais que isso, estamos ali para realizar uma missão (quem sabe várias) que nem temos conhecimento essa é a verdade.
Por isso eu tenho certeza que, SER PROFESSOR É MUITO MAIS QUE UMA PROFISSÃO, É UMA MISSÃO. Uma missão cada dia mais árdua, com toda certeza. Mas quando a missão é árdua a recompensa é muito mais prazeirosa, mais valiosa... e essa recompensa não é material, ela é íntima, é crescimento pessoal, elevação espiritual.
A educação está em crise, sem dúvida alguma, as pessoas estão em crise, a Terra está em crise, o tempo está em crise... mas essa é uma outra reflexão.




terça-feira, 17 de agosto de 2010

COMO A MÚSICA É UM VALIOSO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO



É um planejamento para alunos de 7º ano ou 6ª série em diante, acredito eu, dependendo do tipo de alunos que você tem. Eu trabalharia até no Ensino Médio tranquilamente.
Que tal trabalhar interpretação de texto musical? Mas músicas que façam esses nossos jovens adolescentes pensarem mesmo... pensei em algo assim:
Primeiro, grave a música em casa - DEPOIS DE NÓS - Engenheiros do Hawaii
Transforme a sala de aula em um círculo e distribua a letra da música xerocada para cada aluno. Segue o link http://letras.terra.com.br/engenheiros-do-hawaii/117474/ - Acho essa música do Engenheiros do Hawaii maravilhosa para ser explorada. É uma linguagem muito atual. Se quiserem os alunos podem cantar, dançar... se divertirem com a música inicialmente. Deixem que relaxem para só depois trabalharem oralmente a interpretação da música, composição, autoria... Mas ao interpretarem vão linha a linha, refrão por refrão e se preciso for, se houver divergências voltem e tenha sempre o controle para que as idéias sejam respeitadas, tendo em vista que a música trabalha valores mas também poderá levar para o lado religioso (o que poderá ser trabalhado o RESPEITO ÀS IDÉIAS RELIGIOSAS) caso surjam algumas no debate.
Tenho certeza de que se surpreenderão com a interpretação de cada um e do grupo no final. Poderia listar uma série de perguntas sobre o texto para ser explorado pelo professor, mas acho sinceramente, que adolescente tá cansado de perguntas e respostas prontas.
Jogue a pergunta no ar: - O que vocês sentiram do texto? Forte? Do que ele fala para você? O que mais te chamou a atenção? É um texto OBJETIVO com interpretação SUBJETIVA... pode levar para vários lugares e chegar a um só ao mesmo tempo. E com certeza, muitas interpretações irão surgir e muitas outras vocês vão debater. Acho que valerá a pena.
E gostaria de que entrassem em contato através dos comentários, pois, como sabem não estou na sala de aula e fico ansiosa por saber se minhas idéias dão certo ou não. E prometo que recebendo, publico as respostas autorizadas para compartilharmos experiências.
Quanto a intertextualidade, essa música abre também um grande espaço para se trabalhar a parte ortográfica, gramática... e a produção de textos livre. Trabalhando com outros tipos de textos, pode se pedir que busquem em jornais, revistas ou internet algum texto que traga um tema parecido com o que foi discutido em sala de aula e em um segundo momento reunir o grupo para estarem lendo os textos coletados (que pode ser em grupo ou individual).
Faça uma aula gostosa!


SUGESTÃO DE PUBLICAÇÃO NO BLOG
Sugiro aqui uma interatividade entre todos que acompanham meu blog, que me escrevem, me incentivam a continuar, mesmo quando eu desapareço... como estou fora de sala de aula, gostaria de saber o resultado final desse trabalho como dos outros também. Então, porque não, vocês me enviarem os resultados dos debates com suas devidas autorizações para serem publicadas nesse blog e assim os alunos poderem acessar o blog e verem os trabalhos publicados e comparados com os de outras escolas, de outras localidades do país. Assim, poderemos até fazermos uma comparação de idéias dos jovens das diferentes localidades, eles mesmos estarem conhecendo novas idéias, outras realidades.
Estou aberta a novas sugestões como sempre e aguardo respostas através dos comentários, ok?
Abraços,
Simone Malta


Segue o resultado do trabalho realizado pela professora Cristiane e alunos da E. E. JOSÉ ATAÍDE DE ALMEIDA - IGARATINGA - com a música Depois de Nós, interdisciplinarizando a Geografia e o Aquecimento Global. Excelente resultado. Parabéns!!!!







Segue a letra da música:


Depois De Nós

Engenheiros do Hawaii

Composição: Carlos Maltz
Hoje os ventos do destino
Começaram a soprar
Nosso tempo de menino
Foi ficando para trás
Com a força de um moinho
Que trabalha devagar
Vai buscar o teu caminho
Nunca olha para trás
Hoje o tempo voa nas asas de um avião
Sobrevoa os campos da destruição
É um mensageiro das almas dos que virão ao mundo
Depois de nós
Hoje o céu está pesado
Vem chegando temporal
Nuvens negras do passado
Delirante flor do mal
Cometemos o pecado
De não saber perdoar
Sempre olhando para o mesmo lado
Feito estátuas de sal
Hoje o tempo escorre dos dedos da nossa mão
Ele não devolve o tempo perdido em vão
É um mensageiro das almas dos que virão ao mundo
Depois de nós
Meninos na beira da estrada escrevem mensagens com lápis de luz
Serão mensageiros divinos, com suas espadas douradas, azuis
Na terra, no alto dos montes, florestas do Norte, cidades do Sul
Meninos avistam ao longe
A estrela do menino Jesus

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dificuldades na Produção de Textos



Tenho notado que alunos do 4º e 5º anos estão tendo dificuldades de produzir textos coerentes. Por isso, vou tentar fazer uma sequência didática com a finalidade de ajuda em organizar um texto e em seguida produzir. Portanto, é um texto simples que vale ser aplicado a qualquer ano do ciclo ou série.

Primeiro o professor deverá apresentar somente o texto "A ESCOLA DOS BICHOS"
Agora segue a atividade:

1) Leia o título com bastante atenção e descreva tudo o que você espera encontrar no texto que irá ler a seguir. (O aluno poderá criar um texto. Este tipo de atividade estimula o aluno a questionar o que está lendo e ao mesmo tempo produzir uma expectativa textual)

2) Leia o texto com bastante atenção.




A ESCOLA DOS BICHOS

Rosana Rizzuti

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas... cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.

Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
3) Você encontrou algo no texto que você estava esperando? (Ou, algo no texto acima está parecido com o que você escreveu?)

5) Vamos procurar no dicionário as palavras que não compreendemos. (Essa atividade pode também ser feita oralmente com o professor de acordo com a necessidade/dificuldade da turma)

6) O texto acima é um tipo de fábula e como toda fábula tem uma MORAL, que moral você descreveria para essa fábula? Neste ponto, caberia ao professor colocar todos os alunos em círculo e pedir para cada um ler (se a atividade for escrita ou falar se o professor optar pela oralidade - que também é bastante interessante para desenvolver a expressividade oral) sua MORAL DA HISTÓRIA. Acho que dará um EXCELENTE DEBATE. A seguir todos irão ler a MORAL da autora e também colocar em debate. Será que a turma chegará à mesma conclusão? 7) Segue o final da fábula:


SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.

8) Agora que já discutimos nosso ponto de vista com relação à moral da história e conhecemos a Moral da Autora da história, que exemplos vemos todos os dias que poderíamos aplicar essa moral ou o que vemos em que a moral não é aplicada? (aqui cabe um debate das coisas que deverão ser mudadas em nosso dia a dia, o trabalho de auto aceitação,...)

9) Que tal criarmos uma FÁBULA? Ela pode ter uma moral diferente da que acabamos de ler.

Para o professor, segue abaixo o texto completo:




A ESCOLA DOS BICHOS

Rosana Rizzuti

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.

O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas... cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.

Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma topeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?

Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.

Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.

RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.
Texto retirado do link: http://textos_legais.sites.uol.com.br/a_escola_dos_bichos.htm



domingo, 24 de janeiro de 2010

2010

Mais um ano se inicia. Com ele, novas espectativas, projetos de vida!
Visitando meu blog, percebo há quanto tempo não escrevo nada!
Na verdade, estou fora da sala de aula, porém, acompanhando tudo de bem pertinho. Tenho uma filha no 5º ano do Ciclo Complementar, e meu filho no 9º ano. Trabalho dentro da escola, porém, na secretaria.
Assim que surgirem coisas novas, com certeza irei postar.
Agradeço a todos que me enviam e-mails, comentários positivos de incentivo.
Gostaria que postassem seus pedidos de planos aula de português que gostariam de ter, pois assim fica mais fácil de me direcionar no assunto desejado, uma vez que não estou lecionando.

Um grande abraço, desejando a todos um Feliz e Próspero 2010.


Simone Malta

terça-feira, 29 de abril de 2008

Intertextualidade e Interdisciplinaridade


Quer coisa mais gostosa que trabalhar com música na sala de aula?
Além de estimular os alunos a ouvir BOAS MÚSICAS, interpretar letras, estimular a produção e auto-crítica, a aula se torna muito mais prazeirosa

Vou dar um exemplo de planejamento que SEMPRE DÁ CERTO. Espero que gostem.

Tempo estimado: 02 a 04 aulas (dependendo do envolvimento da turma)

Música: O SAL DA TERRA

1- Distribuir a folha com a letra da música para todos os alunos e pedir para que, à medida que forem escutando a música, possam também ir tentando entender o que ela quer dizer. Ouve-se a música 02 vezes antes de debater.

2- Após ouvirem a música (até mesmo cantarem) em círculo, faz-se um debate estrofe por estrofe, ou, verso por verso, consultando dicionário se necessário para melhor entendimento do texto. Ao fundo pode-se ouvir a música bem baixinho.


O Sal da Terra
Roupa Nova
Composição: Beto Guedes - Ronaldo Bastos


Anda, quero te dizer nenhum segredo/Falo nesse chão da nossa casa/Vem que tá na hora de arrumar/Tempo, quero viver mais duzentos anos/Quero não ferir meu semelhante/Nem por isso quero me ferir/Vamos precisar de todo mundo/Pra banir do mundo a opressão/Para construir a vida nova/Vamos precisar de muito amor/A felicidade mora ao lado/E quem não é tolo pode ver/A paz na Terra, amor/O pé na terra/A paz na Terra, amor/O sal da Terra/És o mais bonito dos planetas/Tão te maltratando por dinheiro/Tu que és a nave nossa irmã/Canta, leva tua vida em harmonia/E nos alimenta com teus frutos/Tu que és do homem a maçã/Vamos precisar de todo mundo/Um mais um é sempre mais que dois/Pra melhor juntar as nossas forças/É só repartir melhor o pão/Recriar o paraíso agora/Para merecer quem vem depois/Deixa nascer o amor/Deixa fluir o amor/Deixa crescer o amor/Deixa viver o amor/(O sal da terra)





3) Agora vamos analisar o texto abaixo

(Nesta etapa, cada aluno também deverá ter seu próprio texto e fazer a leitura silenciosa, instruindo-o para que consiga interpretar com clareza cada parágrafo do texto) Em seguida, o debate será feito com toda a classe em círculo, porém, todos deverão ler o texto em voz alta e em conjunto e a professora deverá formular o debate de parágrafo por parágrafo. Logo, deverá ser feita uma análise do que diz a letra da música com o que diz o texto - o que os dois textos querem dizer? O que têm de semelhante? O que tem de diferentes? (uma diferença marcante é que a letra da música é um estímulo para que todos nós façamos alguma coisa para salvar o planeta... e o segundo, mostra mais os efeitos da devastação, informa mais ou seja o primeiro é poético e o segundo informativo). Fazer também o uso de dicionário para melhor interpretação do texto, se necessário.








Grito de Alerta

A Terra está definhando, temos que fazer alguma coisa...

Nos últimos dias, meses e também anos temos vivenciado uma autêntica montanha-russa de alterações climáticas. Invernos mais quentes do que deveriam ser, chuvas em demasia, estiagens prolongadas, verões antecipados, quedas bruscas de temperatura, furacões e tornados em grande quantidade e até mesmo maremotos tem provocado a ruína de agricultores, a destruição de cidades e a morte de milhares de pessoas.

O planeta Terra está gritando alto. Os especialistas sabem disso e acompanham com atenção as grandes e pequenas alterações que acontecem ao redor do planeta em busca de novas informações que possam ajudá-los a compreender melhor os problemas e levá-los a soluções.

A tecnologia tem sido utilizada com o intuito de detectar as dificuldades ou mesmo sanar alguns desses infortúnios. Novos equipamentos são criados nos laboratórios de todo o mundo. A coleta de dados aprofunda-se e quanto mais ficamos sabendo mais tomamos consciência de que a resposta para os problemas não depende de soluções mirabolantes ou de máquinas maravilhosas.

O melhor e mais eficaz caminho passa necessariamente pela racionalização do uso dos recursos naturais. Tudo depende basicamente da ação dos seres humanos, de sua capacidade de gerir o mundo que está ao seu redor, de evitar as perdas e desperdícios.
Árvores que demoraram anos ou mesmo décadas para crescer jazem no meio dafloresta, prestes a serem embarcadas e processadas. Quanto tempo demoraremos para ter essa riqueza novamente?

Reciclar virou palavra-chave nesse difícil quebra-cabeça da preservação ambiental. Poupar também é pedra de toque para a sobrevivência da Terra e da própria humanidade. Recuperar áreas devastadas ou impedir o avanço das queimadas e das motos-serra sobre as florestas é de vital importância. Em termos gerais isso tudo significa que temos que ir com menos sede ao pote, pois a fonte está secando e podemos todos morrer de inanição.

Quando vemos o Amazonas, o rio de maior volume de água do mundo passar por gravíssima estiagem, com os peixes morrendo na secura dos leitos dos rios que compõem a bacia hidrográfica do norte do Brasil e os pescadores pegando o seu ganha pão com as próprias mãos temos que ficar muito mais preocupados e reorientar as nossas ações.

Dizem os chineses que a morte de uma simples borboleta afeta de algum modo os rumos da vida em nosso planeta. O que dizer então da predatória forma de exploração dos recursos empreendida pelos homens ao longo dos últimos 300 anos com o advento do sistema industrial de produção e seus afins surgidos posteriormente?

Quantas árvores são necessárias para a produção de papel? O que é jogado fora nesse processo? De que modo podemos reaproveitar o papel ou a madeira proveniente de objetos e produtos que irão ser jogados no lixo? Quais são os procedimentos mais eficazes para acelerar e reiterar o plantio de árvores?

Quanto custa a recuperação de rios poluídos? Em que países esse trabalho já foi realizado com sucesso? A despoluição não acontece pelos custos ou pela falta de vontade política? O que estaremos legando as novas gerações se queimarmos nossas florestas ou continuarmos a poluir os rios?

Rios que carregam em sua superfície a espuma branca que tira todo oxigênio da água e sufoca os peixes. Até quando teremos água potável? Será que os peixes sobreviverão aos estragos cometidos pela humanidade?

Que espécies naturais já desapareceram e serão conhecidas apenas a partir de fotos e livros?


Quais são os animais ameaçados de extinção no presente momento e o que está sendo feito em favor desses bichos? O que estamos deixando de saber quando promovemos o sumiço de espécies vegetais ou animais? Os lucros imediatos obtidos através dessas ações causarão que prejuízos para o futuro da humanidade?

Perguntas, perguntas e mais perguntas se acumulam e parecem ter respostas que não satisfazem completamente por não deter a destruição. Todos os remédios tomados até o presente são suaves e doces demais para realmente significar a solução dos problemas do planeta.

O avô de minha esposa costumava dizer a ela que somente remédios amargos conseguem resolver realmente as doenças, sejam elas simples ou complexas. Reitero esse pensamento sábio e reafirmo a necessidade de políticas públicas mais severas e rigorosas no combate ao desperdício, à poluição, ao desmatamento, ao apresamento de animais silvestres, as queimadas ou a emissão de poluentes na atmosfera.

Temos que cobrar, fiscalizar e punir as pessoas, empresas e governos que estejam destruindo o meio-ambiente. Devemos ensinar as novas gerações o valor e a importância da natureza e o compromisso que temos que ter quanto a sua preservação. É fundamental que deixemos de fazer apenas discursos e aprovar leis que pouco representam na prática para a defesa da natureza.

Seria aconselhável, por exemplo, que nas escolas existisse desde as primeiras séries do Ensino Fundamental, quem sabe até mesmo antes disso, ainda na Educação Infantil, um espaço exclusivo para se ensinar respeito, dedicação, apreço e até mesmo amor pela natureza. O que é, para que serve, quais são as variedades e espécies, o que podemos fazer para preservar e tantas outras questões teriam que ser parte do currículo escolar desde a mais tenra idade.

O que fazer com o lixo? Será que poderemos aperfeiçoar as técnicas de reciclagem? Como implementar a reutilização do material orgânico? De que forma incentivar os municípios a adotar projetos de reaproveitamento de resíduos como vidros, papel ou plástico?
Somente dessa forma seríamos capazes de inculcar em nossas crianças e jovens as lições necessárias de preservação do meio ambiente. Lições que ainda não aprendemos bem e em relação às quais temos que fazer constantemente as lições de casa.

Apagar as luzes em ambientes em que não há ninguém, não deixar eletrodomésticos ligados sem necessidade, consertar os vazamentos das torneiras de nossas casas, separar o lixo reaproveitável para as usinas de reciclagem, usar com mais freqüência à luz solar ao invés da luz elétrica, jogar o lixo na lata de lixo, desligar as torneiras enquanto se ensaboa o corpo ou escova os dentes e tantas outras medidas de racionalização relativas aos hábitos do cotidiano são os deveres de todo e qualquer cidadão que tiver um mínimo de consciência.

As crianças aprendem a partir de nossos exemplos. Se quisermos que elas efetivamente participem dessa luta pela preservação do planeta temos que mostrar que estamos engajados e agindo de forma efetiva nesse sentido.

Não adianta mais pronunciar belos discursos. O tempo lá fora não para e a destruição segue seu ritmo cada vez mais voraz a consumir as entranhas da terra, a pureza dos rios, a fertilidade dos solos, a vida das espécies vegetais e a existência de inúmeros animais.

Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício que inutiliza, as ações que consomem desmesuradamente e a violência que agride o ambiente... Corremos o sério risco de sermos os próximos na lista de animais em extinção...


Texto de: João Luís Almeida Machado Doutorando pela PUC-SP no programa Educação:Currículo; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura






4) O texto acima, cita um Rio de grande importância para o Mundo. Que rio é esse e fale tudo que você sabe sobre ele. (Se não souber, pesquise.)




5) Sabendo que existe a linguagem verbal (que é a que estamos estudando) e a linguagem não verbal sugiro como deveres de casa que os alunos encontrem no mínimo 03 gravuras relacionadas com os textos estudados. E na próxima aula poderá ser feito um sorteio ou até mesmo aluno por aluno, fará uma exposição das gravuras selecionadas, explicando porque foram escolhidas e que relação têm com o texto. Poderá ainda, como sugestão, ser feito um mural "VAMOS SALVAR O PLANETA TERRA".... ou outro título com todas as gravuras expostas.





6) Assistindo TV, preste atenção em alguma notícia relacionada ao tema estudado nos textos acima e relate em uma folha separada com no mínimo 10 linhas e no máximo 20 linhas, observando parágrafos, sentido, ortografia...






7) Aproveitando os textos, vamos trabalhar a gramática?


a) Retire do texto "O Sal da Terra" todas as palavras que indicam numeral


b) Retire 10 palavras que indicam ação.


c) Retire 04 substantivos e classifique-os com o simples ou composto, concreto ou abstrato.



6) Retire do 2º texto "Grito de Alerta":


a) 04 palavras paroxítonas acentuadas pela mesma regra.


b) 04 palavras oxítonas


c) 05 palavras proparoxítonas






8) Sugestão: Existem outras músicas (inclusive as letras) relacionadas ao tema, pode-se pedir para os alunos levarem para sala de aula 01 música para cada grupo de 04 ou 05 pessoas que têm o mesmo tema.