quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Início de Ano Letivo




Início de ano letivo é sempre uma expectativa boa, não é?
Idéias novas, alunos novos e novos obstáculos a serem superados...
Espero que tenham um ótimo ano e que todos os objetivos se realizem!

Todos os dias pretendo colocar idéias novas a serem trabalhadas em sala de aula e gostaria de sua opinião.
Abraços!
Simone Malta

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Uma outra atividade que encontrei em minhas pesquisas e que, como professora de português acho muito interessante para trabalhar na sala de aula.

JOGO COM TÍTULOS

A leitura de capa não deve representar um fim em si mesma, pois a intenção desse tipo de atividade é promover a leitura de uma obra, na sua totalidade, despertando a atenção dos alunos para os livros. Trata-se de um momento de pré-leitura, em relação ao texto literário, que mobiliza o conhecimento variado da criança sobre o tema, gêneros narrativos, personagens, autores, etc. Por esta razão, estas estratégias para enredar o leitor na história só funcionam realmente se a professora ou o mediador de leitura possuir os livros em mãos — contrariamente, torna-se apenas uma seqüência didática destituída de qualquer significado na experiência infantil, servindo como um protocolo errôneo e banal.


§ Embora apresentadas como um jogo com títulos, as atividades visam a aprendizagem de estratégias de leitura e a verificação das habilidades desenvolvidas pelos alunos. Trabalha-se, dessa maneira, simultaneamente com conteúdos conceituais (como noções sobre as categorias da narrativa), conteúdos procedimentais (usar competentemente estratégias para produção de sentido) e conteúdos atitudinais (ler e posicionar-se criticamente frente aos indicadores de suporte, avaliar escolhas, etc.).
§ Seguindo os PCNs, estas são atividades de Linguagem Escrita - Leitura que vamos mesclar, em algumas das sugestões, com o processo de aquisição da escrita alfabética por parte dos alunos. São também, em algumas oportunidades, atividades de Linguagem Escrita - Produção de Textos.
§ Recursos materiais — Para a apresentação das capas, é possível reproduzi-las em transparência para projeção*; OU reduzir e imprimir as capas em uma folha-tarefa para ser entregue a cada aluno; OU ampliá-las em papel resistente, como um cartaz... Mas, se você não conta com recursos para esse tipo de produção de materiais didáticos, vale lembrar que: uma folha de papel dobrada, que esconda o título, também pode ajudar. Conforme o tipo de atividade (ver mais abaixo), os títulos podem também ser apresentados de diferentes maneiras: oralmente, escrevendo na lousa, produzindo cartões, etc.
§ * Você pode copiar as capas sem títulos, para reprodução em transparência, clicando nos três conjuntos que você encontra no alto desta página, além de encontrar informações adicionais a respeito dos níveis de dificuldade, o que esperar das crianças e as possibilidades de leitura a partir de cada capa.
Onde foram parar os títulos?
§ Inicialmente, podemos expor um conjunto de capas às crianças e deixar que comentem de modo bastante livre. É necessário saber ouvir essas falas sobrepostas e entrecortadas de descobertas, com atenção a tudo o que diz respeito ao tema/personagem comum aos livros, às predições sobre o conteúdo das obras, à ausência do título.
§ O passo seguinte é a sistematização da "primeira leitura", realizada anteriormente de forma imediata, espontânea e aleatória. A professora vai organizando os turnos de fala de suas crianças, com perguntas que perfaçam um encadeamento lógico, unindo os diversos fragmentos dos comentários. De algum modo, É necessário chegar a certos denominadores comuns, através da negociação de sentidos que pode ser feita entre alunos e professora, ou criança a criança.
§ Tudo o que se refere à predição de conteúdos dos livros (o que irá acontecer em cada uma das histórias) não é, por ora, relevante — pois entrelaça uma forte carga de imaginação à capacidade leitora.
§ Ao final, é preciso questionar a ausência dos títulos e quais seriam eles, no caso de cada livro, em particular. OBS. Se as crianças notam a falta dos títulos, isto é apenas uma constatação que tem, por pano de fundo, o conhecimento prévio de que todos os livros, modernamente impressos, possuem um nome em sua capa. Se é a professora quem precisa apontar que o título não aparece estampado, talvez, esteja ensinando algo ou fazendo aquela criança mais desatenta acordar ;-)
Um título para cada obra
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§ A professora ou o mediador de leitura deve dispor dos títulos para seus alunos: esta é a única regra. Porém, as possibilidades aqui se abrem, conforme a etapa da aprendizagem que suas crianças atravessam. Ainda elaboram hipóteses sobre o universo das palavras, desenvolvem uma escrita silábico-alfabética, ou necessitam de um reforço para a correção ortográfica? As atividades subseqüentes podem ser apenas (1) de leitura, (2) leitura e cópia do título, (3) leitura e produção de texto (novo título).
§ Jogo com Título 1 — Com capas reproduzidas em tamanho grande e os títulos em cartões, pedir às crianças que escolham o título apropriado para cada capa. Em grupo, esta atividade considera a leitura coletiva e a produção/negociação de sentidos para atribuir a cada obra, um título pertinente. A função do professor não é corrigir as escolhas equivocadas, nem ficar apenas dando parabéns para os acertos. O que vale é pedir que os alunos justifiquem suas escolhas, a partir da leitura que fazem da ilustração. É possível exercitar, nesta experiência, desde a simples verificação de correspondências palavra/imagem, bem como recuperar elos de coerência entre o verbal e visual.
§ Os títulos podem ser apresentados/distribuídos, de momento a momento. Se empregar esta metodologia, a atividade vai sendo ampliada, quanto às sucessivas revisões que as próprias crianças vão realizando conforme recebem um novo título (que talvez venha a se encaixar melhor neste ou naquele livro, anteriormente já batizado). Neste processo, a reformulação de hipóteses torna-se um aprendizado.
§ Jogo com Título 2 — Depois de mostrar as capas ampliadas, uma folha-tarefa é distribuída para cada aluno. Na página impressa, o enunciado do exercício solicita à criança que leia os títulos apresentados em uma lista e os transcreva (copie) em cima das capas dos livros que "vê abaixo".
§ A leitura dos títulos pode ser silenciosa e a folha-tarefa servir como um diagnóstico para a professora verificar a competência leitora de seus alunos: o processo de decodificação, a cópia atenta, a compreensão do enunciado, à atribuição de sentido (ao juntar título e capa).
§ O ditado de todos os títulos é uma variação que possibilita averigüar a escrita ortográfica, ou mesmo em uma etapa anterior de aprendizagem, as dificuldades de correspondência fonema-grafema no momento de registro.
§ Jogo com Título 3 — A recolocação dos títulos nos livros é feita de modo coletivo, mas... de repente, fica um livro sem título! Oralmente, as crianças podem dar suas sugestões (sempre acompanhadas de alguma justificativa). Já entramos em uma atividade de leitura, acompanhada de produção de texto, pois a elaboração de um título implica na síntese dos vários sentidos que são recuperados pela leitura da imagem, em exercício de coerência (parte pelo todo).
§ Melhor ainda se o "livro sem título" for o escolhido para a leitura compartilhada, pois elaborações mais complexas e sugestivas podem acontecer após o conhecimento integral da história. Neste caso e muito mais, estaremos trabalhando com a capacidade de síntese das crianças, pois não se trata apenas da leitura da imagem da capa, mas de reduzir todo um enredo a um título. Não se trata, porém, de uma atividade tão simples, se levamos em consideração que o título deve ser capaz de despertar o interesse dos leitores, funcionando como um chamariz... A linguagem e escolha lexical devem ultrapassar o limite da referencialidade imediata, revelando uma compreensão mais elaborada (ou sutil) sobre a narrativa lida.
§ Se forem escolhidos e registrados títulos antes da leitura do livro, pode ser feita mais uma atividade de revisão/mudança dos títulos apontados pelas crianças। E, após, tudo isso, comparar o título dado pelo autor/editora. A análise que pode surgir daí diz respeito a escolha de palavras e a ênfase que é dada a um aspecto da narrativa — investigar e inventariar os diferentes sentidos que um título pode adquirir é realizar uma atividade de epilinguagem.

(Retirado do site www.dobrasdaleitura.com.br)

ESCOLAS MUNICIPAIS DE IGARATINGA

PROJETO DE LEITURA
Trabalhando a leitura permanentemente na sala de aula e Biblioteca
APRESENTAÇÃO
O trabalho de leitura em sala de aula pode se tornar interessante por diversos caminhos — quando tem turmas grandes e agitadas, o ideal é primeiramente traçar o perfil ou fazer uma sondagem. Ler não é a tarefa mais apreciada por grande parte dos alunos. Porém, de modo geral, o maior problema é a falta de contato, de afinidade ou até mesmo de intimidade com os livros. Além disso, a rapidez do mundo atual faz da leitura um desafio: ler requer tempo, paciência, atenção, um "estar consigo mesmo" que o mundo virtual e outros meios de comunicação – principalmente a televisão- parece ter nos roubado. Porém, quando esse vínculo é estabelecido, através de comentários (de preferência bem articulados, curiosos ou até mesmo tragicômicos) a respeito de uma obra ou de um autor, através de leituras compartilhadas de algumas passagens do texto, de um bate papo apaixonado, enfim — é quase impossível que uma parcela da turma não venha se interessar! Lembre-se de que o gosto dos leitores é variado — e, além da leitura espontânea (sim, ela vai acontecer), você deve ter um programa a cumprir. Não é possível apresentar um clássico se os alunos não estão preparados para isso — aí sim, a leitura corresponderá a uma atividade traumatizante. E as conhecidas avaliações escritas, os resumos e as fichas de leitura não são uma boa opção — pelo menos, nesse estágio.
OBJETIVO:
O objetivo principal desse projeto, é o de fomentar o gosto pela leitura desde o início das etapas de escolaridade. O incentivo do adulto (professoras, bibliotecárias, pais...) deve ser fundamental nesse processo, sendo o mediador entre a criança e o livro. O aluno terá um espaço para leitura extra-classe, para ampliação da mesma com prazer. Professora e bibliotecária deverão trabalhar juntas, com um planejamento conjunto, semanal (mínimo 1 hora). Ao trabalhar projetos que privilegiem a Literatura na escola, estamos promovendo a emancipação do saber, rompendo a idéia que deu origem aos trabalhos com fichamentos isolados, a interpretação com perguntas e respostas, que tanto foi usado pelo educador como forma de avaliar o rendimento do aluno quanto a leitura.
Para fazer com que a turma se envolva, é um expediente comum o trabalho em grupos para apresentação de livros, biografias ou estilos literários. Sendo o conteúdo algo pré-estabelecido, o ideal é deixar que a forma de apresentação seja bastante livre e que os grupos possam usar&abusar da criatividade, inclusive envolvendo outras disciplinas (artes, teatro, educação física). Criar jornais, emissoras de rádio, maquetes, esquetes, peças, cartazes podem estimular o prazer de trabalhar com literatura. Mas com cuidado para não perder o foco: a apresentação dos alunos será o resultado de um trabalho e é preciso, antes, que o professor faça sua parte. Procurando estabelecer algumas metas, orientem-se com leituras teóricas e conheça o trabalho feito anteriormente com essas turmas em anos anteriores (isso também é importante para que os mesmos erros não sejam cometidos).
Trabalhar com Literatura na escola é promover a aprendizagem que sirva para a constituição de sujeitos que simplesmente não pertençam a uma sociedade, porém a questiona e a transforma.
A leitura deverá ser trabalhada com prazer, envolvendo o aluno num ambiente de descontração, buscando idéias partidas do mesmo para novos planejamentos.

DESENVOLVIMENTO DO PROJETO:

A professora da sala de aula, juntamente com a BIBLIOTECÁRIA, deverão explicar o objetivo do projeto ao longo do ano letivo para os alunos, bem como as regras e colherão sugestões que possam por ventura surgir. Tal apresentação deverá ser feita na biblioteca, ou em uma roda fora da sala de aula, com o objetivo de o aluno perceber de que se trata de algo diferente, novo e prazeroso para ele.
A professora e bibliotecária precisarão planejar, conhecer as obras dispostas na biblioteca, ler com entonação, entusiasmo, para que seus alunos possam ser envolvidos pelo texto, servindo de referencial para a turma.
Os debates, a leitura crítica e comparativa de jornais, dramatizações, conversas com o autor do livro (por carta, e-mail ou até mesmo pessoalmente quando possível), são atividades para trabalhar o livro em sala ou na aula de biblioteca, desenvolvendo no aluno a capacidade de pensar e crescer. Assim devemos evitar a avaliação do rendimento da leitura por meio da literatura, pois será inútil enquanto não tivermos alunos que encontrem o prazer no ato de ler. Os livros não podem servir de pretexto para serem, simplesmente, instrumentos de avaliação.
E para que seja descoberto este prazer, deverão ser usadas obras de diversos autores, que hoje são referência nacional e internacional. Para tanto, seguiremos algumas diretrizes de ações educativas.
METAS PARA AS AULAS NA BIBLIOTECA:
I – A Biblioteca será apresentada aos alunos pela bibliotecária e professora, bem como horário de funcionamento, regras de empréstimo do livro de leitura, como os livros estão dispostos nas prateleiras... logo na primeira semana do início do ano letivo.

II - Todas as turmas terão no mínimo 1 hora semanal (especificada em quadro de horários) aula de biblioteca (professora e bibliotecária juntas).

III – Os livros apresentados aos alunos serão separados de acordo com a faixa etária do aluno.

IV- O planejamento de cada aula semanal ficará a cargo da BIBLIOTECÁRIA com a ajuda da PROFESSORA. (O planejamento poderá ser feito em conjunto).

V- Ao final de cada aula de leitura na biblioteca, o aluno escolherá um livro para ser lido em casa (sozinho quando já capaz ou com a ajuda de um leitor ativo – ESSENCIAL QUE TODAS AS TURMAS LEIAM, INCLUSIVE FASE INTRODUTÓRIA). E será passada uma atividade para casa com relação ao livro lido (recontar a historia ao seu modo, desenhar a parte que mais gostou, fazer um final diferente para o livro lido... para alunos de fases III ou IV, poderá ser dado como trabalho para a semana seguinte, tendo em vista o tamanho do livro/leitura...)

VI – Na aula seguinte, será escolhido um número de alunos (que pode ser por sorteio, ou pela própria disposição dos alunos) para falarem do livro que leram, se recomendam ou não e porquê.

VII - A Bibliotecária terá um gráfico e uma ficha com nomes dos alunos e controle dos livros que leram, os livros indicados. (Ver anexo I)

VIII – BIBLIOTECA NUNCA DEVERÁ SER LUGAR PARA CASTIGO. MAS SIM UM LUGAR DE PRAZER.

IX – O aluno terá um caderno específico de AULA DE BIBLIOTECA para registro da mesma. Fica a escolha da Escola juntamente com as professoras o registro das aulas no PORTFÓLIO. Alunos das Fases III e IV poderão fazer um “FICHAMENTO” dos livros lidos ao longo do ano letivo, o que facilitará também o trabalho da bibliotecária e professoras no conhecimento dos livros que compõem a biblioteca. “Mas cuidado para que este FICHAMENTO não se torne alvo de desgosto pelas aulas e pela leitura.”

X – Ao final de cada mês, uma turma apresentará um TEATRO, TEATRO DE FANTOCHES... relacionado a algum livro ou alguma aula na biblioteca. Tal apresentação não caberá em apresentação de hora cívica e será de responsabilidade da PROFESSORA E DA BIBLIOTECARIA. É uma apresentação a parte, específica da aula de biblioteca.

XI – A aula de biblioteca não exclui a importância da leitura de livros em capítulos em sala de aula (desde que não seja o mesmo da aula de biblioteca), do trabalho com diferentes tipos de textos, gêneros, autores...

XII – Os horários de aulas deverão ser seguidos criteriosamente por todas as turmas.

XIII – IMPORTANTE: AULA DE BIBLIOTECA É PARA SER TRABALHADOS LIVROS, E NÃO TEXTOS XEROGRAFADOS OU MIMEOGRAFADOS. TODA ATIVIDADE DEVERÁ SER PRODUZIDA PELO PRÓPRIO ALUNO MANUALMENTE.

DIRETRIZES A SEREM SEGUIDAS DURANTE O PROJETO:
• Leitura compartilhada com os alunos de obras referentes aos projetos em execução;• Solicitar que as crianças dêem um novo final ou início à história lida;• Conhecer vida e obra do autor;• Fazer textos coletivos com a descrição dos personagens, considerando características físicas e psicológicas;• Fazer estudos individuais e coletivos dos dados contidos nos livros;• Fazer sessões de explanação dos conteúdos evidenciados na obra;• Fazer releituras conjugando a linguagem (com recitais, sínteses) e a arte (com pinturas e esculturas) como forma de tornar mais concreta a aprendizagem.

(Este projeto foi elaborado por mim, Simone Malta,)